Capítulo 7
Arnaud
(...) Desceram para o salão bem grande com as paredes em um tom vermelho-sangue, várias mesas de madeira rodeadas por cadeiras e o palco em frente. Finalmente as portas de O castelo se abriram, demorou-se um pouco para os clientes começarem a chegar pois terça-feira não era um bom dia para os negócios e ainda estava muito cedo. Lolita e Collet ficaram de pé num ponto onde poderiam ver todos e também serem vistas. (...)
(...) Lolita olhou na direção da porta... e prendeu a respiração arregalando os olhos. Collet se voltou para onde a moça estava olhando, viu o homem que tinha acabado de entrar e perguntou:
- O que foi? Já o conhece?
- Não, mas é o homem mais lindo que já vi em toda a minha vida.
- Seu nome é Arnaud Legrand, já veio aqui algumas vezes, mas não é cliente fixo de ninguém, gosta de variar. O amigo dele é Apolinaire Aragon e é cliente de Marie.
Lolita não conseguia tirar os olhos de Arnaud, achou que era um homem maravilhoso, parecia um príncipe com a pele clara, cabelos castanhos caídos na testa e um pouco desalinhados, o que lhe dava um aspecto de moleque, tinha um sorriso maroto, seus olhos eram grandes, muito redondos, azuis e davam a impressão de não perderem nada ao seu redor.
Segundo Collet, Arnaud era um fidalgo riquíssimo, um bom vivant, não queria nada com a vida, preferia dormir o dia inteiro e viver à noite. Estava acostumado às noitadas regadas a muito álcool e mulheres. Por muita insistência dos pais resolveu assumir um cargo no Exército Francês ou “Armée de Terre”, que é o componente terrestre das Forças Armadas da França, morava em Paris com seus pais que não estavam nada felizes com ele, pois já tinha completado 28 anos, era um homem feito, mas continuava se portando como um menino.
Lolita o olhava insistentemente e ele, percebendo, chamou-a, ela olhou para Collet, como quem pede ajuda.
- O que é que eu faço?
- Vá até lá menina, o seu príncipe encantado está lhe chamando, diga apenas o que seu coração mandar, sem medo de errar, o pior que poderia acontecer seria ele não ficar satisfeito e escolher outra moça, o que acho muito difícil, já que é novinha e linda, está chegando agora no lugar e as outras ele já conhece.
Deu uma piscadela para Lolita e cruzou os dedinhos empurrando-a na direção de Arnaud. Ela estava nervosa, suava frio, enquanto caminhava até sua mesa, não sabia o que dizer para o seu príncipe, chegou toda desconfiada e este falou:
- Sente pequena. Nunca a vi por aqui, faz quanto tempo que chegou?
- Cheguei ontem e hoje é o meu primeiro dia de trabalho.
- Hum... já trabalhou em outro local como este?
- Não, é a primeira vez.
Lolita pensou que nenhum local que já tinha trabalhado era parecido com aquele, mas será que era isto mesmo que ele queria saber? Talvez estivesse perguntando para saber sobre sua experiência, preferiu calar e deixar que ele pensasse o que quisesse.
- Muito bom. Hoje é o seu primeiro dia de trabalho e o meu dia de sorte. Como é o seu nome?
- Lolita.
- Quantos anos você tem?
- Quinze.
- Que bom, então, serei o seu primeiro cliente. Deseja beber alguma coisa?
- Sim, tem alguma sugestão?
- Por que não começa com um bom vinho, que é mais suave?
- Ótimo.
- Então, deixe-me pedir. Este é meu amigo Apolinaire Aragon, está perdidamente apaixonado pela cantora Marie.
Lolita fez um aceno com a cabeça e Apolinaire disse:
- Olá, seja bem vinda.
- Obrigada.
Arnaud falou no ouvido de Lolita:
- Chegue mais perto, por que não senta aqui no colinho do papai, pequena? Sua bebida acabou de chegar, venha que eu quero lhe ensinar como apreciar um bom vinho.
Lolita sentou nas pernas de Arnaud sentindo que o fogo já começava a lhe queimar.
Pegue uma quantidade boa que dê para lavar todas as partes internas de sua boca, faça longos bochechos e depois pode engolir.
Lolita fez como Arnaud aconselhou, mas terminou se engasgando, por isso, tossiu. Arnaud sorriu e falou:
- Deixe eu lhe ajudar...
Deu-lhe um beijo na boca intenso, gostoso e muito excitante, depois colocou a mão por baixo de todos aqueles panos atingindo um lugarzinho quente e úmido e ambos esqueceram completamente onde estavam. (...)

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