Anienne é médica, casada, mãe de dois filhos e uma mulher forte. Leva a vida com muito bom humor e foi quando estava com câncer que se descobriu escritora. Sem técnicas, regras, o livro Memórias de uma Cortesã foi escrito com a alma e trouxe para ela sentimentos de alegria, vitalidade e superação, enquanto enfrentava o câncer. Ela acredita que quando se lê um livro, a história leva as marcas do autor, mas o leitor também a transforma.
1- De que fala o livro?`
É um romance que conta partes da vida de uma prostituta que viveu na França no período da Bèlle Époque, entre os séculos XIX e XX.
2- Quando você decidiu escrevê-lo e por que?
Em 2008, tive um câncer de mama que me fez tirar licença médica para o tratamento, me deixando "presa" em casa. Na verdade, não tomei uma decisão, o que aconteceu foi que surgiu uma vontade de escrever, a história começou a se formar em minha mente de forma espontânea e natural, os capítulos não apareciam na ordem cronológica que construí depois, à medida que escrevia ia criando alma nova...
3 - O que você pretende causar no leitor?
Para responder esta pergunta pego carona no poema de Mario Quintana:
"Os Poemas
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde
e pousam no livro que lês
quando fechas o livro,
eles alçam vôo como de um alçapão,
eles não têm pouso, nem porto,
alimentam-se um instante
em cada par de mãos e partem
e olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti..."
Pois é, enquanto escritora, retiro de dentro de mim a história, coloco as minhas impressões, a minha visão, o meu colorido, mas no momento em que o livro cai nas mãos do leitor, é este quem vai dar a sua forma e brilho, aquele que a lê é corresponsável.
"Os Poemas
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde
e pousam no livro que lês
quando fechas o livro,
eles alçam vôo como de um alçapão,
eles não têm pouso, nem porto,
alimentam-se um instante
em cada par de mãos e partem
e olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti..."
Pois é, enquanto escritora, retiro de dentro de mim a história, coloco as minhas impressões, a minha visão, o meu colorido, mas no momento em que o livro cai nas mãos do leitor, é este quem vai dar a sua forma e brilho, aquele que a lê é corresponsável.
4 - Quanto tempo você levou para escrever?
Para concluir tudo, entre escrever e publicar, quatro anos...
5 - Para construir os personagens, você se inspirava em alguém?
Na verdade, os capítulos são como contos independentes que surgiam em minha cabeça como se fosse um filme. Às vezes, acordava à noite com uma ideia e levantava para rascunhá-la com medo de esquecer, depois a desenvolvia. Mas, não me inspirava em ninguém em especial, em alguns momentos pensava em uma pessoa para fazer a descrição, da personagem, por exemplo, teve um deles que imaginei o Andrea Boccelli.
6 - Você estava com câncer quando escreveu. Como foi este momento de descoberta como escritora, nesta fase da sua vida?
O primeiro sentimento que tive foi de surpresa, depois de prazer e alegria e, finalmente, a certeza de que queria continuar a escrever pelo resto da minha vida.
7 – O que você diria aos que querem ler o livro?
Quando lê-se um livro, mergulha-se na alma do escritor e ao terminá-lo leva-se consigo um pouco deste. Desta forma, ficarei para sempre na alma daqueles que se dispuserem a ler "Memórias de uma Cortesã", ao mesmo tempo, que cada um que ler estará transformando a história de acordo com os seus próprios olhos, permanecendo para sempre também nas páginas e no enredo... Espero, de todo o meu coração, que gostem...
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